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Voltar 11/junho

Campanha contra o trabalho infantil é destaque na mídia

Nesta segunda-feira, 11, a campanha criada e desenvolvida pela Centro contra o trabalho infantil foi destaque na mídia. O trabalho foi desenvolvido para o Ministério Público do Trabalho (MPT) e para o Grupo CEEE.

No jornal Zero Hora, o assunto foi tema de uma matéria que traz os números desse problema social. Conforme a reportagem, 126 mil crianças e adolescentes , entre cinco e 15 anos, são exploradas no Estado.

A Campanha, que entrou no ar nesta segunda-feira e se estende até 12 de julho, conta com peças para TV, rádio, jornal, mídia externa e mídia alternativa.

Abaixo, confira a íntegra da matéria:

Campanha mira trabalho infantil no RS
Ministério Público do Trabalho lançará ofensiva contra a exploração de crianças e adolescentes

A partir de amanhã, o Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgará na mídia gaúcha uma nova campanha contra o trabalho infantil. Conforme dados do órgão, 126 mil crianças e adolescentes, entre cinco e 15 anos, são exploradas no Estado.

Sob o título “Quem emprega crianças mata a infância”, as peças são custeadas por R$ 4 milhões oriundos de um acordo firmado em 2009 com o grupo CEEE. Nos últimos quatro anos foram investidos R$ 1 milhão em campanhas de conscientização da causa.

Nos próximos três meses, 1,5 milhão de contas dos clientes dos 72 municípios gaúchos atendidos pelo Grupo CEEE também terão a causa divulgadas nas faturas. No Brasil, há cerca de 5 milhões de crianças e adolescentes trabalhando. Em torno de 1,2 milhão fazem trabalhos domésticos, mas metade não possui vínculo laboral.

Entre os sintomas físicos e psicológicos ocasionados pelo trabalho estão dores na coluna, principalmente nas adolescentes que trabalham como babás, e depressão, porque o tempo livre é vivido no mesmo ambiente em que se trabalha.

A maioria das crianças e adolescentes que exercem atividades domésticas são meninas, negras ou pardas, começam a trabalhar entre 10 e 12 anos, trabalham mais de oito horas por dia em troca de casa e comida ou de salários em torno de R$ 40. A maioria das famílias empregadoras entende que está realizando uma obra social.

Em 2010, o tema trabalho infantil doméstico também foi utilizado. Em 2009 e 2011, a ação abordou a exploração sexual de crianças e adolescentes. Neste ano, a campanha criada e produzida pela agência Centro prevê veiculações de spots de 30 segundos em emissoras de televisão e de rádio, anúncios de meia página em jornais, outdoors, busdoors e bustevê.

Como denunciar
- Denúncias podem ser feitas na sede do MPT no Rio Grande do Sul, na Rua Ramiro Barcelos, 104, em Porto Alegre, ou no site www.prt4.mpt.gov.br. Mais informações pelo (51) 3284-3000.